O IDEB é o produto de dois componentes. É essa multiplicação que dá ao indicador sua propriedade central: uma rede só melhora se aprender e fizer os estudantes avançarem. Aprovar todo mundo sem aprendizagem não sobe o índice; aprender muito com reprovação alta, tampouco.
Os três aparecem como opção de métrica no gráfico, o que permite ver se a subida de uma rede veio de aprendizagem ou de fluxo escolar.
São onze edições bienais, de 2005 a 2025. Em 2025, tiveram IDEB calculado:
| Etapa | Escolas | Municípios (rede pública) |
|---|---|---|
| Anos Iniciais | 42.454 | 5.478 |
| Anos Finais | 33.448 | 5.491 |
| Ensino Médio | 17.584 | 5.428 |
O Ensino Médio entrou depois: por escola e por município, o IDEB dessa etapa só existe a partir de 2017. Por isso ele aparece apenas na aba Estados, onde a série cobre os vinte anos completos.
Segundo a Nota Informativa do IDEB 2025, as edições de 2023 e 2025 não têm metas pactuadas, mas são comparáveis com as anteriores. 2025 é a última divulgação do indicador em sua formulação original.
A cobertura do IDEB não é a mesma desde o começo, e isso muda o que se pode comparar:
O retrato de 2005 é, portanto, o de uma rede urbana média e grande — não o do Brasil. É por isso que, na aba Escolas, a série começa em 2009: uma coluna de 2005 cobriria menos da metade das escolas avaliadas hoje e mediria outro universo.
A exigência de 80% de participação, criada em 2017, atingiu muito mais os anos finais que os iniciais: deixou 10.139 escolas de anos finais sem IDEB naquele ano, contra 5.235 dos anos iniciais — o 9º ano tem absenteísmo maior que o 5º. Em 2019 a exclusão nos anos finais caiu para 5.962 e a cobertura se recuperou.
Isso aparece no gráfico como um fluxo cinza grosso entrando e saindo em 2017, e não deve ser lido como escolas fechando ou piorando. As escolas que saíram tinham IDEB 2015 em média 0,41 ponto abaixo das que ficaram, então cerca de um quarto da melhora aparente dos anos finais em 2017 é composição da amostra, não aprendizagem. Nos anos iniciais o efeito é desprezível.
Cada coluna é uma edição do IDEB e cada faixa horizontal é um patamar de desempenho, sempre na mesma altura em todos os anos. A barra de cada ano tem altura proporcional ao número de unidades naquela faixa, e a espessura da fita é quantas migraram de uma faixa para outra entre duas edições. As cores marcam a direção: subiu, manteve, caiu, ou entrou e saiu da avaliação.
Fitas que representam menos de 0,5% do fluxo de uma transição são omitidas para manter o gráfico legível — é por isso que as porcentagens das barras de um mesmo ano somam pouco menos de 100%.
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